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Historial

Sonho é a palavra que melhor caracteriza o projecto da Biblioteca Municipal nascida da vontade dos proprietários da Casa de Santa Marinha, barões de Ribeira de Pena, que pretendiam doar o seu vasto espólio literário para acesso público. O último barão, António Canavarro de Valladares, manifestou ainda em vida essa pretensão, concretizada depois por sua esposa, Dona Maria Dolores Celso. Nesse sentido, foi celebrada em 28 de Março de 1984 uma escritura de doação entre a Câmara Municipal de Ribeira de Pena e o herdeiro da Casa de Santa Marinha, Francisco Botelho. O projecto de então destinava-se a adaptar o espaço de uma dependência térrea do solar de Santa Marinha para instalação da Biblioteca Municipal.

Em Fevereiro de 2002 foi assinado em Ribeira de Pena um contrato-programa entre a Câmara Municipal e o Instituto Português do Livro e da Biblioteca, com vista à construção de uma biblioteca pública para servir a população de Ribeira de Pena, beneficiando para tal de financiamento comunitário. O contrato-programa previa um investimento de quase 1 milhão de euros, 50% dos quais financiados pelo Instituto. No novo edifício ficaria instalada a Biblioteca e também o Auditório Municipal, centrando no mesmo espaço a nova dinâmica cultural do concelho.

Foi, em 2003, aprovado o projecto de arquitectura pelo Instituto Português do Livro e da Biblioteca, da autoria do arquitecto Carlos Baptista, baseado no edifício homólogo da Biblioteca Municipal de Murça. A construção do novo edifício teve início dois anos depois, e prolongou-se até 2007, o que permitiu dotar o edifício com o mobiliário e equipamento necessário ao seu funcionamento no ano seguinte. Entre 2008 e 2010 recebeu os primeiros fundos documentais, definiu-se a organização espacial os serviços a disponibilizar ao público. Toda esta preparação teve como preocupação ir ao encontro da realidade do concelho, procurando satisfazer os gostos e interesses dos ribeirapenenses.

Inaugurada a 30 de Abril de 2010, conta actualmente com um fundo documental de cerca de 12.000 exemplares, entre livros e documentos multimédia, e tem ao dispor dos utilizadores serviços como o acesso livre à documentação, a equipamentos audiovisuais e de informática; a disponibilização do catálogo online; o empréstimo domiciliário de documentação; o acesso à Internet nos computadores públicos ou através do wireless; serviços de reprografia e digitalização e uma agenda cultural para a dinamização e divulgação cultural no concelho. A proximidade com os utilizadores mantém-se à distância, quer através da página online, quer através das redes sociais como o facebook ou o twitter.

Tal como diz o poeta, “sempre que um homem sonha, o mundo pula e avança”. Também esta biblioteca foi sonhada e avançou, realizando-se hoje como um sonho que permitirá o nascimento de muitos outros.